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Quarta - 19 de Setembro de 2018
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Em qual mentira vou acreditar?

Por: Flávio Rodrigues

         A criação de um Conselho Federal de Jornalismo é intransigente. A discussão formada em torno do CFJ e dos CRJ (Conselhos Regionais de Jornalismo) nos remete à questão da “liberdade de imprensa” e, também, aos velhos tempos de cerceamento desta tal liberdade. Em análise ao Projeto de Lei encaminhado pelo governo federal ao congresso nacional, vemos que o que está em discussão na verdade é, e principalmente, a ética no exercício da profissão. O projeto tem sua singularidade e pretende formar um consenso e uma pluralidade no meio jornalístico, visando a integridade e a veracidade do que é produzido pela imprensa nacional, com o pressuposto de preservar os que seriam mais prejudicados pela má ou meia-informação gerada, ou seja, a sociedade como um todo.

         Falar em liberdade de imprensa no Brasil é no mínimo irônico. A maior fatia dos jornalistas do nosso país presta serviços ao grande poderio do capital. Jornais, revistas, canais de televisão, que são, em sua maioria, comandados pela camada da sociedade que julgo ser a dominante e, sendo assim, com interesses políticos, econômicos e afins, em comum. Esta prestação de serviços está vinculada à forma de pensar não daqueles que escrevem suas matérias, ou reportagens, mas sim à manipulação imposta pelo patrão, que impõe suas verdades e suas limitações para exposição de idéias naquilo que ele chama de “seu meio de comunicação”. Encontra-se no projeto de lei um parágrafo bem interessante que disponho aqui:

 

§ 1o  O CFJ e o CRJ têm como atribuição orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de jornalista e da atividade de jornalismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem assim pugnar pelo direito à livre informação plural e pelo aperfeiçoamento do jornalismo.

 

Relendo o as linhas acima, uma pergunta vem à cabeça: esta orientação, disciplina e fiscalização não deveriam ser empregadas às instituições que produzem tais informações? Julgar o profissional e fazê-lo pagar por aquilo que pode não ser de sua total responsabilidade tão somente, é arbitrário e coercitivo.

         Em nosso país, hoje, há muita especulação sobre o que é vinculado nos meios de comunicação de massa. O que quero mostrar, é que não sou contra a criação de um conselho deliberativo. É óbvio que o controle das informações deve ser feito por uma instituição sem vínculos ou interesses em comum com a classe patronal. Mas, o que fica evidenciado é que mais uma vez é possível que uma classe trabalhista pague pelo preço a ser cobrado de outros também. Punir um jornalista, é o mesmo que punir um funcionário de uma indústria farmacêutica que produz medicamentos não tão eficazes quanto aqueles que ele sabe que poderia criar.

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