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Contraste

Por: Marco Garcia

Esta manhã acordei calmo.

Estranho... Olho o tempo através

Da janela e ele me parece chuvoso.

Venta forte.

Estamos no começo do outono.

Esta calmaria que me abate me assusta.

Ligo a TV e ela está silenciosa.

De posse do controle, busco algo que me distraia.

Nada... Alguns vídeos clipes, uns pastores conversando com os fiéis.

Algum dia desses compro um pacote de TV a cabo.

Olho outra vez para a janela e a atmosfera é a mesma.

Como se o tempo estivesse parado.

Ao longe escuto uma leve cantoria.

É a minha mãe preparando o café.

Que bom! Tudo silencioso, porém, não estou só.

Mas por que está tudo tão calmo?

É um silêncio assustador.

Um fio de cabelo que bate no chão faz um barulho estrondoso.

Ah, tudo voltou ao normal.

Ouço o girar das hélices de um helicóptero.

Deve ser policial.

Estranho... parece que está voando dentro de casa.

E o que é pior, vem na minha direção.

Seus olhos são enormes.

Olhos? Como assim?

Desde de quando helicópteros têm olhos?

Incrível...

O silêncio fez o vôo de um simples mosquito se igualar ao de um

Helicóptero do exército israelense em combate.

E o que também torna-se interessante, é que essa calmaria

Contrasta com o barulho que as incertezas fazem no meu inconsciente.

É terrível.

Sinto que algo está para acontecer.

Não imagino o que seja.

Mas vai acontecer.

Este dia calmo não é por acaso.

Esta calmaria deve, com certeza, estar precedendo uma tenebrosa tempestade.

Tudo está se passando exatamente igual aos cinco minutos que antecederam

O Tsunami que varreu o norte da ilha de Sumatra.

O que será?

Daria o mundo para saber.

A única coisa que sei, é que preciso me preparar para receber o pior.

Que Deus me ajude!

 

 

São Paulo, 27 de abril 2005.

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