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Quarta - 22 de Novembro de 2017
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Procura-se uma solução

Por: Marco Garcia

   7h20 da manhã o telefone toca. Toca uma, duas, três vezes.

  • Alô?

  • Oi, ele está dormindo.

    Da minha cama, escuto parte do diálogo entre a minha mãe e a pessoa do outro lado da linha. Poderia ter descido e atendido o telefone, mas estava tão frio que resolvi esperar que outra pessoa se desse ao trabalho.

  • Tá bom, eu aviso ele. Tchau

  • Quem era mãe?

  • Era a Andréa, ela pediu pra você ligar a tv que está passando um atentado que houve em Londres.

    Peguei o controle e liguei a 10 polegadas. As primeiras imagens que vi foram de carros e mais carros de bombeiros e ambulâncias. Pelas palavras da apresentadora do jornal, tratava-se de algumas explosões no metrô da cidade londrina. Um repórter, que falava diretamente do local dos acontecimentos, dizia a respeito das suspeitas de atentado terrorista. Logo, o primeiro ministro Britânico, Tony Blair, entrou ao vivo para comentar a tragédia.

    As informações que chegavam de Londres começaram a ficar repetitivas, novidades de fato rarearam. Desliguei a tv. Desci, peguei o jornal, e uma pequena chamada no pé da primeira página me chamou a atenção: “Londres festeja: Vai sediar a Olimpíada”, dizia a micro manchete. Foi então que me retornou à mente alguma coisa que ouvira a respeito do assunto no dia anterior. Numa disputa com as cidades de Paris, Madri, Nova York e Moscou; Londres havia sido a escolhida para sediar os Jogos Olímpicos de 2012.

    Aquela pequena manchete da capa do jornal, aliada às notícias do atentado de hoje, fez com que eu abrisse o caderno de esportes. Uma foto grande mostrava jovens britânicos festejando a decisão do comitê olímpico. Era uma alegria imensa. Parecia que comemoravam a conquista de uma copa do mundo.

    Olhei bem para aquela fotografia e fiquei imaginando quantos daqueles jovens , que ontem festejavam , poderiam estar mortos hoje, após as explosões na cidade. Refleti sobre até que ponto vai a insanidade humana, que comete atos impensados que minam os sonhos de muitos. Ainda não confirmaram se realmente foi terrorismo mas com os exemplos anteriores de tragédia semelhantes estou triste com o rumo que este mundo tomou. A vida perdeu o valor. Que importância tem a minha, a sua vida, se interesses acima de nós prevalecem. Estamos a poucos minutos de um colapso global. Cada ato de pervessidade cometido é legítimo para quem comete. Cada um luta a sua causa. De um lado vidas são dizimadas para que apenas uma nação comande as ações da terra, de outro, vidas inocentes são tiradas para impedir que tal domínio prevaleça. Vivemos num mundo insano. Quem prestará as devidas contas de tantas vidas perdidas? Quem confortará os corações das mães que a cada minuto têm seus filhos tirados de seus braços?

    Enquanto, pelo mundo, as mortes são justificadas em nome da causa, aqui no Brasil matam-se sem uma causa aparente. Neste lado do mundo, vivemos numa guerra não declarada. O número de cidadão que morrem no país é de fazer inveja a muitas guerras em andamento pelo globo terrestre. Vidas desaparecem sem motivo. Aliás, para matar, em São Paulo pelo menos, basta se sentir ameaçado por uma uma arma mortal: Um simples olhar. N a cidade de Diadema, um policial fora de sua capacidade cerebral normal assassinou dois moleques e depois a mãe porque esta foi acudir os filhos que estavam baleados. Isso tudo pelo fato deque um morador, também da polícia, sentiu-se incomodado com um dos rapazes que namorava perto de sua garagem. Hoje em dia, mata-se por prazer. Quanto vale uma vida? Que moeda no mundo paga o seu valor? Quantos rios de dinheiro preciaríamos para comprar uma vida?

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