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O rei-do-baixo-clero, enfim, percebeu que estava nu

Por: Marco Garcia


E Severino Cavalcanti, enfim, renunciou à cadeira suprema da Câmara dos Deputados Federais. Discursou veementemente, se emocionou ao recordar a sua infância “sofrida” no interior de Pernambuco.  E, no apagar das luzes de seu discurso, disse aos quatro ventos que, a despeito da condenação sumária que sofreu da “elitizinha” (sic), voltará, à casa, pelos braços do povo. “Este sim, me absolverá”, vociferou o “capitão-mor- do- baixo-clero- do- planalto”.

 

Ora, o “pobre” Severino, nos meses em que esteve na direção da Câmara, na maioria das sessões, se via perdido em opiniões desencontradas e nervosismo em excesso. Ele não falava – ou discursava -, o máximo que se pode chamar daquilo que os ouvidos mais atentos conseguiam decifrar em suas palavras, eram balbucios. E, esse conjunto de deslizes, comprovou a sua cabal incapacidade e incompetência para assumir tal ocupação de tamanha importância para o País.

 

Ao dizer que voltará no ano que vem legitimado pelo voto do povo, Severino mostra ao país que o modus operandi do sistema eleitoral no Brasil continua o mesmo há séculos. Fazendo uma análise, não mais que superficial, das palavras de Cavalcanti, fica comprovado que ele retornará a sua cidade natal para refazer a política “coronelista”, que lhe é característica, e que o levou a Brasília.

 

E essa tarefa não será das mais difíceis. Pois, em matérias publicadas nos jornais de hoje, há declarações de eleitores que o seguem como se ele fosse uma divindade na terra dizendo que o seu candidato supremo é Severino. É uma espécie de seita, na qual, os fiéis seguem o líder até a morte e ignoram, visceralmente, tudo aquilo que ele fez de ruim enquanto esteve a andar por este mundo.

 

Assim como Lula, Severino Cavalcanti se orgulha de não ter estudado e diz que foi vítima de acusações infundadas. Mas, ao longo do andamento da crise que se envolvera – o Mensalinho -, a cada negação sua, novos fatos comprovavam o que antes eram apenas indícios.

 

Portanto, sua situação ficou praticamente insustentável. Tanto que, ao final de seu discurso, um silêncio mórbido se deu no local. Nem os poucos aliados que, nos tempos de tempestade ficaram junto a ele, aplaudiram sua retórica. 

 

Da mesma forma que entrou, Severino saiu: despercebido. Ou será que alguém percebeu o total despropósito que foi a sua eleição para a presidência da Câmara? Quando os parlamentares se deram por si, lá estava sentado, “magnanimamente,” o Rei-do-baixo-clero.

 

Severino, meu caro, quem sabe, nestas curvas da vida a gente se veja frente a frente e eu precise retirar parte do que, agora, estou redigindo, mas, neste momento a única palavra que me toma a memória de assalto é essa: ADEUS!


 

 

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