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Segunda - 19 de Fevereiro de 2018
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menino nordestino

Por: NEY WILSON FERNANDES SANTANNA

MENINO NORDESTINO

 

Sou moleque de rua nordestino;

Cheguei no Rio de Janeiro  ainda menino;

Sempre fui desnutrido franzino;

Vim com a minha mãe Maria meu irmão toinho;

 Trazidos por meu pai Severino;

Que acreditava que cidade grande era cassino;

Carregava o anel de São Jorge no dedo o guerreiro divino;

E a fé em padre Cícero o nosso padrinho;

Seguimos nossa sina o nosso destino;

Mas no sonho do meu pai de errado;

Pobres coitados na rua abandonados;

Pedindo trocados;

Embaixo de uma marquise estamos deitados; ·.

Minha mãe acorda gritando eu fiquei desesperado;

Ela vomitava sangue pra todos os lados;

Meu pai eu chamo mais parece desmaiado;

Não acorda totalmente embriagado;

Nunca vou esquecer aquele dia de finados;

Meu deus o que eu fiz de errado;

Será que os meus antepassados;

Jogaram pedra no filho crucificado;

Os gritos da minha mãe são cessados;

Ela se deita deve ter melhorado;

Ela ainda reclama de uma dor dos diabos;

Mas agora ficou serena com olhos fechados;

Toinho meu irmão vem e se deita ao meu lado;

Eu também vou dormir, mas estou preocupado;

Minha mãe não acorda o sol esta forte;

O meu pai não me serviu de suporte;

Para eu poder lidar com a morte;

E VER A MINHA MAE DESCENDO NUM CAIXOTE

Todo mundo passa e não nota;

Mais a minha mãe amanhece morta;

Ela estava feia com a boca torta;

Meu pequeno coração se revolta;

Com tudo a minha volta;

Meu pai parece que não se importa;

Bebe fede cai capota;

Na frente de uma Toyota;

Tirei o anel do seu dedo e virei as costas

Meu deus receba meus pais

Abra as suas portas

Eu serei o perigoso; o dono das ruas;

Meu destino é cruel; e ninguém me segura;

 

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