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Quinta - 20 de Julho de 2017
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A cápsula do tempo

Por: Gisele Alexandre

Foto obtida através do site http://www.uranometrianova.pro.br.

Foto obtida através do site http://www.uranometrianova.pro.br.

 

Quem nunca sonhou ter asas para poder sentir a maciez das nuvens, alcançar as estrelas, chegar a lua. Que criança não quis ser um astronauta para ultrapassar a lei da gravidade, conhecer outras galáxias e, quem sabe até, encontrar um alienígena.

Estes são alguns dos sonhos que tive na infância, sonhos estes que foram ainda mais longe quando conheci aquele lugar.

 

1993. Estava um dia lindo.

Meus colegas da 4º série e eu recebemos um convite que mudaria a nossa visão sobre o céu. Já anoitecia. Nossa professora nos levou para a quadra de esportes. Ao chegarmos ela nos pediu que sentássemos e olhássemos para o céu. Atendemos o seu pedido, ele estava limpo, mas o que procurávamos ainda estava escondido. A professora começou sua aula ali mesmo, era uma aula bem especial. Aquela jovem e bela professora nos falou sobre o céu, a lua, o sol, as constelações, os planetas. Mas para mim não era apenas uma aula de astronomia, ela estava falando sobre o cenário onde os meus sonhos aconteciam.

Foi naquele momento que percebi que realmente o céu é o limite.

No final da aula a surpresa. A professora nos falou sobre a visita que faríamos ao Planetário do Ibirapuera–SP, um lugar que levaria minha imaginação ainda para mais longe.

 

2007. Estamos há 14 anos de minha primeira visita a este que, para mim, é um dos lugares mais emocionantes de São Paulo. O céu não é o mesmo daquela época. Autoridades que estudam o espaço dizem que a órbita terrestre já tem 5 mil toneladas de lixo espacial. Isso por que há 50 anos, o ser humano o “invadiu” com seu primeiro satélite artificial, o Sputnik (1957), depois disso o espaço celeste nunca mais foi o mesmo.

Neste século, o sistema solar perdeu um de seus planetas. Plutão foi por mais de 70 anos uns dos nove planetas do sistema solar e agora foi “expulso” de seu trono astronômico.

 

Coincidência ou não, foi também há 50 anos atrás que o Parque do Ibirapuera-SP ganhou juntamente com todos os brasileiros, o Planetário Aristóteles Orsini, aquele mesmo que cito no início deste meu passeio astronômico. Inaugurado em 1957, mesmo ano do lançamento do Sputnik, o Planetário trouxe muita fantasia aos seus visitantes, porém, em 1999 teve de ser interditado por problemas de manutenção. Mas para a alegria da cidade de São Paulo e dos adoradores do céu, desde o final de 2006 o Planetário do Ibirapuera–SP reabriu a todo vapor, com equipamentos novos e de última geração. A sala esta ainda mais confortável e os profissionais mais atenciosos, mas a mágica, essa continua sendo a mesma.

 

As cadeiras inclinadas levam nosso olhar para o céu. A escuridão toma conta do cenário. E de repente, lá está ele, lindo e brilhante. A sensação que tenho é que o céu caiu sobre mim ou que finalmente ganhei asas. Tenho a impressão de que se me levantar repentinamente baterei com a cabeça nas estrelas.

 

O Planetário do Ibirapuera–SP é uma ótima oportunidade para aqueles que buscam uma diversão mágica e barata.

No feriado do dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo, o Planetário tem uma programação muito especial, além de se divertirem, os visitantes poderão colaborar com a Cápsula do Tempo, uma espécie de memória do Planetário. Objetos, depoimentos, fotos e outras recordações rechearão a cápsula que permanecerá lacrada até 2057, cinqüentenário do Planetário.

 

Imagine, sonhe, brinque, voe.

Afinal, o céu é o limite.

 

 

Planetário de São Paulo

Pq. do Ibirapuera – Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n, portão 10.

Valor do ingresso: R$5,00

Aposentados, visitantes acima de 65 anos, deficientes físicos e estudantes pagam meia.

Para mais informações ligue (011)5575 5425

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