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Sexta - 24 de Novembro de 2017
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A carta

Por: Marcos Lopes

A carta

 

Minhas mãos tremem ao escrever o que deveria ser uma carta de amor ou, quem sabe, um amor de carta, afinal, tudo em minha vida é incerto.

Anjo, se não a tenho por perto o sol não aparece, as estrelas não brilham e a Senhora Lua já não é mais a inspiração dos meus poemas.

Dentro do meu peito existe uma cratera cuja extensão é do tamanho da cidade de tristezópolis; lugar onde as pessoas mais felizes são tristes.

Escrevo justamente para lhe informar que estou de mudança pra lá a convite de um amigo e acredito que serei muito bem-vindo.

Soube, por meio deste amigo, que a prefeita da cidade, a Paixão, foi acusada de traição e por isso está exilada em alegrolância, distinta capital do lugar para aonde vou, me parece que ela sorria enquanto alguém chorava. Corre o boato que o Amor, então prefeito de alegrolândia, a influenciou.

Em tristezópolis as pessoas andam de cabeça baixa, sempre chorando, lamentando-se da vida. Todos se entendem por lá, pois, ninguém fala com ninguém. O Amor uma vez passou por lá, mas, a Intriga, a delegada de polícia da cidade, o expulsou alegando que ele causava mal às pessoas, prometia fazê-las felizes, levá-las ao encontro do Sr. Nirvana mas nunca cumpria suas promessas, indo embora sem ao menos dizer adeus. Ninguém entendia o por quê do Amor enganar tanta gente, então a delegada o seguiu e viu que ele conversava às escondidas com a Prefeita Paixão e com sua vice, a Efemeridade, duas corjas que queriam governar a cidade para colocar, como seu representante, o Sofrimento.

Quando o Amor voltou a transitar na cidade todas as pessoas, acompanhadas com seu líder, o Ódio, o puseram pra correr e nunca mais o Amor apareceu por lá. Já a prefeita e sua vice optaram em ir para Alegrolândia deixando o cargo para a Saudade. Estou lhe contando como é a cidade para onde vou que é justamente para você saber que lá a Enganação não existe, a Mentira ficou com a perna curta ao descobrirem que ela faltou com a Verdade, a Injustiça perdeu o mandato e agora age em outro lugar. A Realidade... Ah! Essa dona Realidade é, ainda, apenas um sonho porque as pessoas preferem acreditar naquilo que dizem aos seus ouvidos do que naquilo que seu coração manda acreditar.

Bom! Despeço-me por aqui, pois, tenho que fazer as malas, não que elas não venham feitas da fábrica, enfim, dispense este detalhe, pois, só lhe expliquei porque sei que a Incompreensão está ao seu lado lendo esta carta.

Um dia, quem sabe, eu não visite você ai em Ilusionópolis, afinal somos quase conterrâneos agora... 

 

By Marcos Lopes

 

 

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