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Quarta - 24 de Maio de 2017
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Caminhos da vida (parte final)

Por: Garoto Loko (IT)

[[[ 3. Quando a vida apresenta surpresas ]]] É certo que cada um na vida tem uma história que reúne dificuldades, amor, alegria, tristeza,aprendizados. Alberto não acreditava muito em destino, sempre ficou em dúvida entre o acaso e o destino. Por alguns momentos o destino parecia mesmo traçado como muitos diziam, mas o acaso, a coincidencia muitas das vezes tambem se mostrava real. Destino ou não, a familia Yazushi mais uma vez buscava alcançar objetivos, procurava evoluir da sua maneira. O objetivo do momento, através do tempo, depois de 05 anos mostrava a necessidade de obter uma casa propria. A preferencia era pelo mesmo bairro. A procura da casa não podia ser diferente, tinha que estar todos juntos para escolher, olhar, opnar. Muitas receberam visitas, até ser encontrada a casa dos sonhos, a casa esperada. Dona nilda se apaixonou de imediato pelo estilo do portao, pela varanda, o quintal e alguns ajustes ficaria com o espirito e gosto da familia. Com ajuda de irmaos e metade do valor que dona nilda ja tinha a negociação foi possivel e o sonho parecia cada vez mais perto. A dificuldade era encontrar o proprietario, que morava longe e raramente aparecia, mais aos feriados ou epocas festivas. Naldo era o nome do proprietario. quatro semanas depois ele apareceu para um veraneio, ja que era proximo a praia e aproveitaria para ficar alguns dias. A familia yazushi como sempre retornava para obter noticias, conseguiu nesse dia formar um encontro com naldo. a conversa foi longa e de alguns dias, o acordo entre o valor era bem discutido, seu alberto que era otimo para convencer conseguiu ganhar mais essa no dialogo. Chegou-se a um concenso e começaram a formalizar documentos. Tudo em ordem e devidamente dentro da lei, a familia Yazushi se mudou para a tão esperada casa, agora de total posse deles. Uma pequena reforma e a casa estava no gosto e no estil oexato da familia. O crochê continua como mania de dona nilda na varanda, o jardim ainda era passatempo preferido de Alberto. A sinuca tinha ficado um pouco de lado por falta de lugar com mesa para jogar, seu alberto adquiria um costume de jogar baralho nos fins de tarde quando chegava do trabalho. Jorge estava empolgado com seu novo som e mais novo e predileto passatempo. A rotina da feira continuava aos sábados e Alberto e jorge não perdiam, acordavam cedo e iam fazer a feira. A reunão de familia e amigos aos fins de semana tambem se mantia, exceto quando seu alberto viajava a trabalho e passava a semana fora, as vezes ate 2 semanas. Quando retornava era uma festa de saudade e um alivio de tranquilidade por ve-lo voltar bem daquelas estradas tao perigosas e cansativas. Seu alberto nunca, mas nunca mesmo esquecia da familia, sempre trazia algo para cada um, tanto pro filho quanto pra esposa. A fartura de carne do sol que o pai trazia era motivos de pulo para jorge, banana da terra e morango tambem era algumas das encomendas prediletas de jorge. Dona nilda gostava de puba molhada e tapioca para fazer bolos. A noite pai e filho adorava se reunir na mesa para comer um pirao dágua com carne do sol cortadaem cubos. Macarrao gelado era uma comida japonesa que pai e filho tambem amava comer de madrugada no intervalo dos filmes que assistiam juntos. Pai e filho eram parceros de filme, ação, bang-bang, suspense, eles não perdiam. No meio da adolescencia seu alberto comprava o primeiro computador para jorge, que dali em diante não largou mais a tecnologia e dali para mais tarde seria sua principal ferramenta de trabalho. O cotidiano continuava dia apos dia, seu alberto trabalhando na empresa de segurança e dona nilda no hospital. Quando estava em casa seu alberto fazia questao de leva-la ate o trabalho, quando estava viajando dona nilda ia de onibus. Num desses momentos em que seu alberto estava viajando, dona nilda seguia pro ponto como de costume e ao ver que o onibus estava passando , não queria perder e ter que esperar o proximo, deu uma corridinha e conseguiu alcançar, entrou e seguiu viagem. Durante a mãe dona nilda sentia dores no peito, mas acreditou não ser nada demais. Passados alguns dias a mesma dor se repetiu quando tentou correr por uma nova ocasião. Aquilo preocupou dona nilda que conversando com uma grande amiga sobre o acontecido, resolveu que era melhor fazer uns exames de rotina. Exames marcados, dona nilda compareceu a clinica e depois aguardou o resultado. Nem sempre as coisa são como queremos e naquele dia isso prevaleceu, o resultado indicadava problemas cardio vasculares e em seguida o médico explicava a dona nilda que era preciso fazer uma cirurgia com urgencia pois as artérias estavam bem compormetidas e poderia trazer complicações. O procedimento era programado para inserir duas mamarias e uma safena. A noticia já era um caso de familia e jorge no meio de sua adoslescencia escutava tudo aquilo abismado e os termos aplicados o faziam entender muito pouco. Ele só pedia para que no fim independente do que fosse, tudo desse certo e aquilo ajudasse sua mãe. Como a vida é ironica em muitos momentos não. Logo dona nilda que sempre foi tão atenciosa com a saúde, marcava com frequencia exames de rotina, fazia caminhadas, bebia socialmente uma cerveja aos fins de semana apenas. Como não havia muita alternativa, escolheu-se o hospital, no dia jorge saia direto do colegio para o hospital acompanhar sua mae antes da cirurgia. Quando chegou ao quarto dona nilda havia terminado o almoço e deixou o suco. jorge deu um grande beijo na sua maee sem muita dimensao do que estava acontecendo de verdade, tratou logo de tomar o suco, era um cupim de comida de hospital. Alguns minutos depois os enfermeiros vieram buscar sua mae e a levaram na maca movel, orge recebeu um tchau preocupado da sua mãe até sumir na curva do corredor. Jorge foi pra lanchonete ficar com seu pai, seu tio e sua tia. As horas pareciam não passar e a noticia esperada veio depois e seis horas. O médico, um descendente de italiano relatava que a cirurgia foi feita e tudo correr bem. Com cortes enormes no peito e nas pernas, dona nilda recebia alta para se recuperar em casa e voltar para o processo de cicatrização dos pontos. Um pouco mais aliviada, a familia Yazushi retornava unida para casa. Os remédios, as consultas de revisão e exercícios físicos faziam agora parte como prioridade na rotina de dona nilda. De licença é claro, via seu filho e marido sair pela manha para escola e trabalho, enquanto ficava em casa descansando. Meses depois a cirurgia, dona nilda sentia desconfortos e as vezes novas dores no peito. Nas consultas de revisão, foi receitado um novo remédio para quando sentisse dores e para aliviar sintomas, com administração para colocar embaixo da lingua, sendo de efeito imediato. Dona nilda sempre foi de muita fé, tinha maior identificação com a igreja batista. Nunca foi praticante diária, mas após a cirurgia começou a voltar aos cultos da igreja que tinha proximo de casa. Os meses passava e dona nilda continuava sentindo dores estranhas e sentia-se muito mal as vezes. Dona nilda começou a se aproximar do espiritismo, adotando leituras e chegou a conhecer um espaço que dava palestra espiritas e fazia cirurgia espiritual. O lugar era um pouco distante e dona nilda tinha a ajuda do irmao que emprestava o motorista para leva-la quando seu alberto estava viajando. Jorge as vezes acompanhava a mae nas sessoes espiritas. Ele ficava sentado e achado sempre meio chato ficar horas escutando o palestrante falar sobre a religiao e depois fazer o passe. Na hora da cirurgia espiritual, nao podia entrar outra pessoa alem do paciente, entao jorge tinha que ficar aguardando. Ficava sempre curioso e perguntava tudo do que acontencia lá dentro para sua mãe quando ela saia. Dona nilda explicava como sempre com toda paciencia que era feita uma cirurgia espiritual, não havia toque, que era operada pelo meio espirita e um monte de coisas que jorge sempre ficava flutuando longe e não entendia nada. Acreditar naquilo então era mais raro ainda. Jorge nunca foi muito de religiao quando pequeno, acreditava em Deus, mas religião mesmo só passou a acreditar e se identificar com alguma bem depois. Uma das melhores amigas de dona nilda disse que conhecia um otimo médico e sugeriu trocar de médico já que continuava se sentindo mal, nem que fosse só para um teste. Amigas de muito tempo, dona nilda ouviu a opnião da amiga e trocou, foi no médico indicado pela amiga zelia. Jorge mantinha sua rotina do colegio, embora um pouco perdido com tudo que estava acontecendo. Dona nilda realizou novos exames a pedido do novo médico, nos dias seguintes quando voltou para levar os resultados, o médico visualizou que havia apenas uma 2 mamarias e nao havia nenhuma safena. Ainda havia uma arteria comprometida e diagnosticou duas soluções. Dona nilda podia optar por tomar remedios, mas a expectativa de vida era limitada, ou poderia se submeter a uma nova cirurgia incluindo uma safena e ter uma perspectiva de vida ilimitada novamente. Tudo aquilo mexeu muito com dona nilda. Alguns meses se passaram, é certo. Mas ainda era muito recente, ainda sentia dores naturais dos pontos e passar por todo aquele processo cirurgico era doloroso e aterrorizante. Assim manteve a rotina dos mremedios co a opção de pensar sobre o assunto de uma nova cirurgia. Na rede da varanda de casa, dona nilda sempre estava preocupada com o que seria do filho sem ela, quem cuidaria do jorge com tanto amor como ela cuidava, e passava horas assim na rede, crochetando e pensando, preocupação era o que não faltava. Alias, todos estavam preocupados, de seu alberto a amigos. Dona nilda por muitas vezes chegou a pedir a opnião do filho sobre o que devia fazer. Mas alberto estava atonito com tudo aquilo e ver sua mae cheia de cortes, toda dolorida e decidir a sangue frio se era melhor tomar remedios e ter menos perspectiva de vida ou uma nova cirurgia e submeter sua mae a tudo aquilo de novo, jorge nao era capaz de dar um resposta e sempre dizia que não sabia. Saia ou ficava calado, mas queria mais, queria ajudar sua mae e nao sabia como. Dona nilda era guerreira, corajosa. Sabia que a decisao era unicamente dela. Decidiu que precisava estar mais tempo ao lado das pessoas que gosta, escolheu uma nova cirurgia e corrigir o que não tinha sido feito pelo primeiro médico. Lógico que a revolta da familia surgiu quando se teve essa informação, mas naquela altura a preocupação com a melhora de dona nilda era o mais importante. Dessa vez o hospital era o melhor da cidade na área de cardiologia e o médico conhecido. Dona nilda entrou para sala e a cirurgia já passava de 05 horas. Após 08 horas o médico aparecia para informar que a cirurgia tinha sido feita e dona nilda tinha respondido bem a intervenção cirurgica. Pedia calma a familia e informava tambem que o quadro era delicado, o quadro era de UTI devido algumas complicações do pós-cirurgico e mais um monte de palavras difíceis e técnicas. A visita ainda não era permitida, só no dia seguinte. Dona nilda era guerreira, havia vencido a primeira etapa mais uma vez. A volta para casa de alberto e jorge dessa vez foi um pouco triste, não foi unida, faltava um membro da familia. No dia seguinte alberto foi trabalhar pela manha e jorge pro colegio. Quando retornavam, almoçavam e ia visitar dona nilda. Um por vez, lavar as maos e depois entrar. Quando saia seu alberto entrava jorge. No primeiro dia foi bem forte. Dona nilda toda entubada, cheia de aprelhos de monitoramento, um rosto cheio de saudades do filho e um olho cheio de lágrima. Jorge deu um bjo bem carinhoso na testa e conversaram bastante. A hora de ir embora era a menos desejava, mais era obrigado, fazer o que. Dona nilda não podia falar e mandava sempre um beijo pro filho como forma de despedida ate o dia da proxima visita. Depois de uns tres dias dona nilda apresentava melhoras e era transferida para outro setor da UTI. As visitas continuaram durante toda semana e a melhora de dona nilda parecia gradativa.Na semena seguinte, na segunda-feira, dona nilda apresentou prolemas na pleura, o monitoramento tinha sido redobrado e as dosagens de remedios bem altas para amenizar o novo quadro, a correção do problema na pleura segundo o médico estava difícil reverter, jorge só se lembra de ter escutado que tinha entrado água na pleura, assim que saiu da visita o médico estava conversando com o pai e familiares. Jorge bem que tinha achado esquisito o dia de visita hoje, dona nilda não estava formando frases com nexo, reconhecia o filho, mais reclamava de muitas dores e pedia que ele ajudase, as enfermeiras passavam e nada faziam. Aquela atitude deixou jorge em desespero que sem saber o que fazer saiu. Aquela situação lhe pertubou durante toda noite e dia da manha de terça-feira.Na terça-feira era dia de educação física e jorge não perdia, sempre tinha o jogo de futebol que ele tanto gostava. Curtiu sua educação física mais ainda voltou preocupado pra casa. Mais uma vez o dia não parecia ser normal, não viu seu pai chegar para almoçar. No início da tarde escuta um carro na porta de casa buzinando, era uma amiga de sua mãe, lhe avisando que veio pega-lo para visitar dona nilda e explicou que seu alberto não pode vir. De imediato tudo pareceu muito, muito estranho. Foi o caminho todo conversando comigo, me perguntando do colégio como se quizesse desconversar sobre alguma coisa. A preocupação do dia anterior tinha se triplicado. Chegando ao hospital, jorge ver todos da familia reunidos na ante sala e seu alberto em separado com o médico, mais um amigo conversando. Jorge se aproxima e o médico pergunta se estou ciente. Jorge automaticamente pergunta: ciente de que? Uma voz que parece vir a 300 km de distancia diz: não ele chegou agora, sua mãe morreu. E em seguida estende a mao sobre o ombro de jorge. Aquilo foi como um míssel no peito de jorge que só teve forças para ir caindo até sentar no chão e ficar estático, sem expressão nem para uma lágrima. Era como se o mundo tivesse congelada e ele quizesse ter pulado essa parte, não podia ser, não ela, porquê com ele, um festival de interrogações surgiu na sua mente. Naquele dia jorge nem viu sua mãe, a noite foi péssima, a volta para casa também. Na familia Yazushi faltava uma pessoa e esta pessoa parecia não voltar mais, era dificil acreditar, aceitar isso. Como podia a familia Yazushi ficar sem um membro da familia. Nada tinha explicação para jorge, seu Alberto era só silencio. Por anos jorge ficou sem entender ate conseguir comrpreender. Aceitar ele não aceitou até hoje. Senti muitas saudades. Mas depois de anos aprendeu que tudo na vida é experiencia, amadurecimento, que há males que por pior que seja vem para abrir caminho para o bem. Aprendeu que na vida sempre se perde algo em troca de ganhar outra coisa. A perda deixou jorge desconfiado por natureza, desconfiado ate da propria sombra e seu Alberto tambem deve ter tido seus traumas, embora fosse um homem que pouco expoe seus sentimentos de dor.Alberto e jorge hoje procuram seguir seus caminhos, seguir em frente, ser felizes resgatando o espírito de família cada um da sua forma. Jorge tambem passou a ver melhor o valor dos pais e mostrar pros seus amigos o valor dos seus pais e não deixa pra dar valor apenas quando perde. Saudar e reverenciar as pessoas amadas sempre.

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