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Sexta - 24 de Novembro de 2017
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Ao Albert com Carinho

Por: Marcos Lopes

 

Ser pobre, preto e favelado deste lado de cá da ponte não é tarefa para qualquer um; tem que ter a flexibilidade do corpo e da mente trabalhando lado a lado o tempo todo, o olhar deve ser submisso e as atitudes devem ser moderadas. Pôr a mão no bolso pra sacar o documento que, supostamente deveria ser a identificação de cidadania, nem pensar, tentar comprar um colchão num dos maiores comerciantes do Brasil então... Nossa Senhora, é pedir pra morrer. Alberto era assim; preto, pobre, favelado e morava no Parque Santo Antônio. Era um menino de coração nobre, cresceu no meio da malandragem como tantas outras crianças, porém, nunca se envolveu, exceto quando era para aconselhar os manos para saírem daquela vida louca.

Embora tenha estudado muito, nunca parou para pensar em fazer um curso superior, dizia saber a importância do estudo, mas, para o que almejava na vida a Faculdade era dispensável, queria ser vendedor, ter sua própria loja e vivia dizendo que o mundo o conheceria, mas foi de uma forma triste... Quando as atitudes daquele homem covarde, que atirou contra o Alberto, foram questionadas, a resposta daquele que deveria servir seus cliente foi; a segurança é terceirizada. Agora, imaginem se um civil jogasse uma bomba naquele estabelecimento! Ele poderia alegar que a bomba também era terceirizada?

Alberto estava feliz em poder fazer um crediário e comprar um colchão, já que o que possuía estava velho demais, entretanto, não pôde levá-lo para casa, pois, a mão assassina e a mente incapaz de raciocinar, apertaram em cumplicidade, o gatilho vil que abreviou a vida daquele que somente queria comprar. Alberto caiu segurando, vitorioso, graças ao suor do seu rosto, a nota fiscal. Alberto não mais poderá ver seu sonho realizado, não poderá ver seu filho saltitar feliz em cima do colchão novo. No próximo mês a fatura chegará à sua mulher e se ela não pagar terá o seu nome inserido ao SPC e uma mulher chata ficará ligando todos os dias lhe cobrando a divida. A má capacitação e a desconfiança do segurança rondavam o menino que não ostentava no corpo uma grife de roupa famosa. Talvez se Alberto estivesse com um terno “Ricardo Almeida”, ele seria carregado nos braços até a sobre-loja, seria bem recebido e até café lhe serviriam, mas, infelizmente, ser pobre, preto e favelado deste lado de cá da ponte não é tarefa fácil para qualquer um.

 Escrito por Marcos Lopes – Nenê.

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