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Quinta - 27 de Julho de 2017
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O Óbvio

Por: Nathalia Moura da Silva (POIA)

Claudio era pedreiro. Ele morava na periferia de São Paulo. Ele trabalhava muito, pois sonhava com uma vida melhor. Ele era alto, com boa aparência e muito romântico. Ele era apaixonado pro Cecilia, uma garota do bairro. O grande problema era que ela não queria nada com ele.

Um dia, Cecilia estava passando na rua, quando viu Claudio dando um conselhor para seu melhor amigo...

-Você precisa ter sonhos, para que possa se Levantar, todas as vezes que cair. Acreditar que, a toda hora, acontecerão coisas boas, e mudar o rumo da sua vida. Você precisa ter sonhos grandes e pequenos. Os pequenos são as felicidades mais rápidas, os grandes são os que dão força para suportar o fracasso dos sonhos pequenos. Você tem que regar os teus sonhos todos os dias, assim como se rega uma planta para que cresça... Precisa dizer sempre a você mesmo: "Vou conseguir! - vou superar!- vou chegar no meu sonho!" Fazendo isso, você estará cultivando sua luz, a luz das esperanças, que nunca deve se apagar, pois ela é a imagem que você passa pras outras pessoas. É através dessa luz que todos vão lhe admirar, acreditar em você e te seguir. Mire -se na lua, pois se você não puder atingi-la, com certeza irá conhecer grandes estrelas... Ou quem sabe, poder ser uma delas"...

No mesmo momento Cecilia se apaixonou pela forma de falar do rapaz. Como ele poderia ser tão inteligente?

No dia seguinte, Cecilia já foi puxar assunto com Claudio, ele estava trabalhando perto de sua casa... Então ela foi chegando devar... E como se não queresse nada.. Cegou....

-Oi....

Era um OI tímido... e quando Claudio viu que ela estava falando com ele...

-Oi!!!

Os dois começaram a conversar e marcaram um encontro.

Claudio não sabia oque fazer. Não sabia oque usar... Ele pegou sua melhor roupa... e pegou toda sua ecônomia que estava juntando para comprar um carro. Ele saiu de casa inceguro, porém ancioso...

Ceilia pegou seu vestido... Não sabia se deichava o cabelo cacheado ou passava chapinha... Ela não sabia de mais nada... Apenas sabia que iria sair com ele!

Chegou a hora. Claudio estava a esperando no restaurante. Batia o pé... Olhava no relógio... ficou nervoso, pois ela havia atrasado dez minutos.... Cecila chegou! Finalmente chegou. Ela estava linda! Claudio não sabia se puxava a cadeira... ou ia cumprimenta-la.

O jantar foi incrivél! E o mais encrivél... Eles se beijaram!

Passaram-se dias... Os dois começaram a namorar... Depois de cinco meses de namoro uma noticia...

-Claudio... tenho uma noticia não muito boa para nós...

- O que foi Cecilia?

-Estou grávida!

-Como assim? Isso só pode ser engano...

-Não, não é engano. Você vai ser pai...

-Meu Deus! Ele só pode ser filho do vento... Meu não!

-Claudio... Para com isso!

-Calma.... Isso só pode ser uma pegadinha né? Seu pai me odeia... Você só pode estar loca!

-Chega!!! Você tem que assumir suas responsabilidades!

-Quem é você pra me falar de responsabilidades? Se você tivesse cumprido sua responsabilidade não estaria gravida! Esse não é meu sonho pra minha vida!

- Não me culpe! Eu não coloquei um espermatozóide na minha barriga sozinha...

-Me desculpe Cecilia...

- Você tem que falar com meu pai...

E os dois saem... Claudio começa a suar frio... Teria que enfrentar a fera... E...

-Olá seu José! Tudo bem?

-Por que estaria tudo bem? Estou nervozo! O que você quer?

-É... Eu... engravidei... sua... filha...

- O que?

- Aconteceu....

-Você fez isso com minha filhinha? Meu bebê? Seu monstro! Vocês terão que se casar!

-Casar?

-Claro! Engravidou tem que casar! Minha filha com um pobre desgraçado como você... Meu Deus, que futuro!

Claudio estava desesperado... Não queria se casar.. Ele amava Cecilia... Mais achava um pouco precipidado... Eles se casaram dois meses depois...

Sua vida de casado era uma chatice. Não saia, pois a gravidez de Cecilia era de risco. Apenas ia trabalhar, voltava para casa e era a mesma comida de sempre. Arroz, feijão e Bife. Mais apesar da chatice da rotina, ele estava ao lado de quem ele amava.

Oito meses depois Cecilia começa a sentir que sua bolsa estorou. Sua filha iria nascer prematura. Claudio foi correndo para sua casa e levou sua esposa ao hospital. Na hora do nascimento duas noticias ruins...

-Senhor Claudio?

-Sim sou eu doutor. Como foi? Minhas garotas estão bem?

-O senhor sabia que essa gravidez era de risco não sabia? E também sabia que sua filha iria nascer com algum problema?

-Como assim doutor? Nascer com algum problema?

- Sua esposa fez o pré- Natal?

-Sim...

- E não avisaram? Bom... Olha o senhor tem que ser muito forte...

- O que está acontecendo doutor? Cadê a Cecilia?

-A Cecilia Infelizmente... Não resistiu a operação do parto...

-Hã? Como assim? O senhor diz isso na maior naturalidade... cadê ela? cade minha esposa? Cadê minha filha?

- Senhor.. se acalme... Por favor... E.. sua filha... Nasceu sem as pernas....

-Meu Deus!!!

Claudio não contia o choro. Sua esposa morta? Sua filha sem as pernas? O seu sofrimento aumentava... Ele apenas queria que tudo aquilo fosse um pesadelo... Que ele queria acordar... Mais não era... Era real...

Com o passar do tempo, Claudio ainda não aceitava o seu destino. Sua filha já estava com um ano... E ele tinha muito medo... Ele queria dar de tudo para sua filha. Queria simplismente que ela fosse feliz.

Claudio começou a beber. Começou a ter vicios "INACABAVÉIS". Bebia, fumava... se DROGAVA! Para ele, sua vida não valia mais a pena! Ele não sabia o que estava acontecendo com seu próprio corpo. Não podia conter a depreção dentro de sí.

Passaram-se os anos. Sua filha Roberta cresceu. Já estava com 14 anos. É... o tempo havia passado. Ele casou-se novamente com uma mulher doce. Na vila, Claudio arranjou muitos inimigos por causa do pai de Cecilia. Claudio já havia saído de seu vicio. Apenas bebia.

Em um belo dia, Sua filha Roberta estava dentro de casa quando foi espancada até a morte. Mas.... QUEM MATOU ROBERTA?

Policiais, revistas e jornais foram cobrir o caso... Principal suspeito? CLAUDIO! Ele foi preso, e iria ficar lá até seu julgamento.

No dia do julgamento...

-O senhor tem direito de falar algo que me comova

Claudio não sabia se o juiz estava o tarando, ou se o juiz estava dando uma oportunidade para ele... então ele falou:

-Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida.Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.Mas jamais irei me considerar uma derrotada.Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda.Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.Talvez um dia o sol deixe de brilhar.Mas então irei me banhar na chuva.Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.Mas jamais irei assumir o papel de vítima...

Nesse mesmo instante o pai de Cecilia aparece chorando. O tribunal fica em locura. E ele diz...

-Não condene esse homem! Ele não é culpado. Quem matou a Roberta... foi eu..

Então, o pai de Cecilia foi preso. E pegou trinta anos de cadeia.

Nisso... Claudio percebeu que nem tudo oque é Obvio... é verdadeiro. Não julgue as pessoas pelo óbvio... sim pelo que pode ter acontecido... ajunte os fatos!

FEITO POR: NATHALIA MOURA DA SILVA (POIA)

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