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Quinta - 21 de Setembro de 2017
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O FILHO DO MEIO

Por: EDSON TALARICO

O FILHO DO MEIO

 

O filho do meio...É sempre o mais feio...

Foi descuido no recreio...Demorou muito, mas veio...

Chegou sem recheio...Roubou o meu seio...

Por isso eu sacaneio...lhe boto um freio...

 

Vocês já repararam na sina do filho do meio ?

 

Não tem as vantagens de ser o mais velho.

O primeiro. O mais esperado.

Os pais projetam nele todas as suas apostas e esperanças.

Ensinam a andar, a falar, a pescar, a dirigir, a namorar...

Vestem o primogênito com o que tem de melhor.

No meu tempo: calça de vinco, com cinta e bolsos.

Eu, calça de suspensório, sem bolso.

Sapato de couro.

Eu, pé no chão ou alpargatas ou os usados (quando não serviam mais).

Cabelo cortado “americano”.

Eu, topete (tipo Ronaldo-ridiculo) que é prá demorar mais prá crescer.

Quando íamos prá escola eu, o mais novo dos mais velhos, sofria as conseqüências disso:

Se eles ‘aprontavam’ eu pagava o pato:

Entrava pela janela para pegar querosene para limpar o pixe quando se sujavam...

Batia nas casas para pedir pão com geléia e eles só apareciam na hora do ‘bem bão’...

Carregava o material dos três porque só tinha uma sacola de saco de estopa pendurada nos ombros...

Enfim... Era o mais feio... O mais mole (lento)... Não sabia fazer nada direito...

 

Naquele tempo quem não fazia nada direito, só servia prá 1 coisa: vai ser padre...

Mas o que ele queria: Nadar na piscina, jogar futebol.

No Seminário do Verbo Divino-SVD,  na Rua Verbo Divino em Santo Amaro, tinha 1 piscina enorme, 1 campo enorme.

 

E ele foi pro Seminário... em... Araraquara.

 

Tinha campo, mas não tinha piscina. A piscina lá começou a ser construída naquele ano, 1960, pelos alunos (ou seja...ele), na base do enxadão, pá, etc...

 

Nadar, nada... Futebol, nada... fazer piscina... Não há vocação que agüente...

 

(...continua: O FILHO DO MEIO – II)

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