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Quarta - 22 de Novembro de 2017
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MINHA SOPA

Por: EDSON TALARICO

Minha Sopa

 

Briga entre irmãos era coisa comum em casa. Principalmente quando são muitos como agora. Éramos 8 a esta altura. Meu pai morrera no inicio de 1964. Devíamos estar por volta de 1967, 1968.

Nossa casa, na Rua Landulfo de Andrade esquina da João Zentner, vivia cheia de amigos de meu irmão Wagner. Pessoal que jogava com ele no Dom Barreto. O time de futebol que jogava no campo que ficava na Estrada de Itapecerica, atrás da Padaria do Oswaldo (Nishimura).

O Wagner na ponta da mesa discutia com a Lelen (Helen) não sei porque. De repente o cabo da vassoura atingiu-lhe a testa.

O homem ficou furioso e partiu prá cima da irmã. Ela corria prá cá e prá lá tentando se esquivar de todas as formas. Escondeu-se atrás da mãe que sempre a protegia.

Os amigos acudiram. Tentavam de todas as maneiras segurá-lo. Empurraram-no contra a parede. Mas era quase impossível segurar 1 homem tomado de tanta raiva.

Olha que os caras não eram nada fracos. O Waltão com quase 2 metros de altura, O Tião (aquele que fez o Tonho brigar comigo – A BANCA DE JORNAL) era bem forte, também. O Esquerdinha podia se dizer que era um sujeito de porte médio, 1,78 m, não era gordo, mas também não era magro. O Pinguinha era o único que se podia dizer que era “menorzinho”, mas também não era nenhum anão.

Eu, por minha vez, não estava nem aí prá bagunça. Tomava a minha sopa na outra ponta da mesa. Estava acostumado a presenciar aqueles shows.

Porém, no empurra-empurra acabaram prensando o Wagner na parede bem ao meu lado.

De repente ele conseguiu soltar o braço direito. De punho fechado deu 1 murro na mesa. Bem no meio do meu prato que se espatifou. Sopa prá todo lado.

Fiquei ‘p’ da vida. Todo melado de sopa. Me levantei e disse bem alto:

- “AGORA MEXERAM COMIGO !!! Isso não vai ficar assim...“

Peguei outro prato fui até o fogão enchi de Sopa. Me dirigi até a outra ponta da mesa e continuei comendo.

Minha mãe resolveu intervir e por trás do Waltão ela conseguiu alcançar o dedo mindinho do elemento e o torceu até que ele entregou os pontos e ajoelhou-se no chão sem forças.

A esta altura a Lelen estava longe. Dali a pouco tudo voltou ao normal...

Pensando bem, hoje, minha casa até que era bem divertida.

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