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Terça - 25 de Abril de 2017
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O BIQUINI ENCOLHEU...

Por: EDSON TALARICO

O BIQUINI ENCOLHEU...

 

 

-          Ela vive no seu pé, cara !!! Não dá mole ou você vai ser chamado de frouxo, se não for coisa pior...

-          Acontece  Marcão, que eu não quero nada com ela. Ela não faz meu tipo. Não tem jeito.

-          Você está perdendo tempo...

-          Eu não penso assim. Já tenho minha namorada e não quero arrumar encrenca.

 

Os dois amigos conversavam, sentados nas caixas enormes que embalavam as válvulas e que eram depositadas provisoriamente ao lado do restaurante da Brasval até que fossem expedidas para os clientes.

O Silvio era encarregado do Setor de Escrita Fiscal onde o Marcos, um pouco mais novo, também trabalhava. O assunto em questão era a loiraça da Contabilidade,  a Daniele.

Ela fora admitida na empresa a questão de 3 meses atrás e logo de cara se engraçara com o Silvio. Como o serviço obrigava ambos a se relacionarem diariamente, fazia com que fosse realimentada a chama que começara a arder no peito da moça.

A moça aos olhos do amigo era um “avião” de olhos verdes, num rosto bem desenhado, cabelos louros, com 1,70 m de altura, do tipo “boazuda”.

Porém, para o Silvio ela era bastante extravagante ao vestir. As roupas eram muito coloridas e justas, marcando muito o corpo, coisa que ele detestava. Realmente bastante diferente de sua namorada Márcia que era o bom gosto em pessoa.

Pelo contrário, o Marcos que não perdoava e dava em cima de todas as meninas da fabrica percebera que ali ele não teria chance. Aquela era do chefe e ele era bastante “puxa saco” para dar uma forcinha.

Nisso eis que o “motivo da conversa” sai do restaurante e vem até eles.

 

-          Oi crianças, comeram bem ? Posso sentar aqui com vocês ?

-          Fique à vontade. Responderam em coro.

-          Silvio, você passa por Santo Amaro quando vai embora, não é ?

 

Santo Amaro é um bairro bastante antigo de São Paulo, que conta com um importante centro comercial.

 

-          Ele passa, sim, meu anjo. Acudiu o Marcos

-          Deixa de ser atrevido Marcão. A moça está falando comigo.

-          Passo. Por que ?

-          Preciso dar uma passada na Galeria Beta, ver se consigo comprar um presente. Será que você poderia me dar uma carona à tarde ?

-          Claro, sem problema... à tarde a gente se encontra no estacionamento.

 

O papo continuou ainda por uns 15 minutos, quando todos voltaram para as suas seções. Ao final do expediente Daniele aguardava ao lado do carro de Silvio. Assim que ele chegou eles saíram rumo a Santo Amaro conforme haviam combinado.

 

Naquele dia o plano de Silvio era dar uma rápida passada em casa depois pegar sua namorada e ir à casa do Olavo, um amigo seu que estava se restabelecendo de uma cirurgia. Estava pensando nisso, quando a voz de Daniele o fez voltar à realidade.

 

-          Você vai comigo até a loja, não vai ? Eu não consigo comprar estas coisas sozinha. Preciso sempre da opinião de alguém.

 

Ele tentou relutar, argumentou que deveria visitar o amigo, porém ela disse que a compra seria rápida e que não demorariam mais de 30 minutos ao todo. No final, desistiu:

 

-          Está bem, mas não vamos demorar muito. Eu tenho mesmo que ir...

-          Você é um amor de pessoa. Você só tem um defeito, é muito sério. Vamos nos divertir, curtir um pouco a vida, afinal você não precisa necessariamente ir hoje. A noite é uma criança...

-          Não, não eu tenho que ir. Minha namorada está me esperando.

 

No fundo ele começou a apreciar a idéia de se soltar um pouco. Um mulherão daquele se oferecendo e ele dando uma de durão. Será que valia a pena o sacrifício. Será que o Marcos não teria razão ?

 

As lojas se sucediam. Entravam em umas e noutras. Nesta ela comprava uma lembrancinha para um sobrinho. Na outra ela olhava e nada a agradava. Até que resolveu comprar um biquini em uma das lojas, alegando que iria no final de semana para a praia.

 

O vendedor era do tipo “grudento”, onde você vai ele acompanha. Parece beque em final de campeonato na hora do escanteio. Se você olhar prá ele então, aí ele cola de vez, sempre dando palpite na sua compra, e palpite, na maioria das vezes, errado.

 

-          Este modelo não lhe agrada ? É a última moda... Eu tenho vendido bastante deste aqui...

 

Minha amiga, finalmente, escolheu um modelito que, como não poderia deixar de ser, além de Ter cores bem vivas, vermelho e amarelo, ainda era um número menor.

 

-          Vou experimentar!!!

-          A senhora vai gostar é um modelo muito bonito. Acudiu o vendedor.

-          Senhora é a mãe dos seus filhos. Resmungou ao ouvido de Silvio, uma Daniele já impaciente.  Quero a sua opinião, tá ! Falou em voz alta, dirigindo-se a seu paquera.

-          Eu não entendo nada disso. Respondeu um Silvio atrapalhado, meio constrangido.

-          Não precisa entender, é só dizer se gostou ou não do que viu.

 

Nesse momento ele compreendeu onde ela queria chegar. Queria, evidentemente, criar um clima para em seguida atacá-lo no ponto mais fraco.

Enquanto a moça se preparava no Provador ele ficou meditando sobre a situação. Conhecera a moça a pouco tempo e agora ela estava ali se despindo para em seguida colocar um biquini para que ele pudesse admirá-la.

Era prá deixar qualquer um louco. Mas ele resolveu aguentar firme e enfrentar a situação. A cortina do Provador ficou entreaberta e Daniele o chamou:

 

-          Me dá sua opinião sincera.

-          Já te falei que não entendo nada disso.

 

O vendedor imediatamente, acudiu.

-          E aí ficou bom ? Gostou ? Quer experimentar outro ?

-          Calma rapaz. Quando terminar eu chamo. Falou a moça contrariada.

 

Silvio olhou e não acreditou. A loiraça estava ali na sua frente enfiada naquele minúsculo biquini. Porém, ele estava desconcertado, em vez de satisfeito. Estava desorientado não sabia o que dizer. Ele estava agora também de saia justa.

 Se dissesse a verdade poderia ofender a moça. Se falasse uma mentira ela faria uma compra errada e poderia ser ridicularizada por usar aquela peça.

A moça estava parecendo uma peça de mortadela, cujas carnes sobram por sobre os fios que a amarram. Ela era, vista assim ao natural, bastante gordinha. Tinha os seios fartos, os quais, em virtude do reduzido tamanho do biquini, sobravam por cima, por baixo e pelos lados. Na cintura os famosos “pneus” debruçavam-se sobre a pequena calcinha que na parte de trás dividia as nádegas em 2 metades, fazendo-o lembrar-se das mortadelas. Nas pernas algumas celulites completavam o quadro.

Definitivamente ela não ficaria bem em biquini algum. O que dizer, então ? Lembrou-se de, após dar sua opinião, pedir a ajuda do vendedor que deveria ser mais experiente em situações como esta.

 

-          Acho que você deveria usar um número maior, prá ficar mais confortavel. Disse Silvio e com o olhar suplicou ao vendedor que o socorresse.

-          Ficou bom, não ? Você não gostou ? Disse ele, dirigindo-se a Daniele.

-          Ah! Eu gostei, mas eu quero a opinião dele. E apontou com o nariz para Silvio.

-          Bom se quer minha opinião sincera, vá lá! Eu acho esse biquini muito pequeno. Creio que você deveria escolher um número maior.

-          Me vê um igual a este, porém, um número maior.

-          Número maior que este está em falta. Eu não tenho no momento.

 

E aí veio a “tijolada” do dia:

-          Mas eu tenho certeza que o número certo prá você é este mesmo, porém, este biquini que você experimentou deve Ter encolhido.....

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